Fui de FÉRIAS oito dias.
Jacinto César
- § 890 -
A 11 de Julho foram entregues no Porto de caia ao Tenente Coronel Braga de cavalaria nº.3 as armas e cavalos pertencentes aos rebeldes do 5º. de Cavalaria, que no dia 8 tinham fugido para Olivença( 844 ) ; e neste mesmo dia entrarão nesta cidade.
- § 891 -
A deste mesmo mês de Julho foi medida a cordel por ordem da Intendência das Obras Publicas a distância e entrada de Elvas, a começar da guarida aos Arcos até ao cais da Aldeia Galega, e deu 28 léguas.
- § 892 -
A 22 de Setembro foi a reunião das Tropas do Alentejo, que tinham fugido para Espanha,
- § 893 -
Do 4º. regimento de Ligeiros, que estavam de quartel em Olivença, saindo 100 soldados a cavalo a dar-lhe água, e o Tenente De Gaud, desertarão para Portugal em direcção a esta cidade, aonde só entrou o Tenente Comandante, e o mais com pouca demora no rocio, foi mandado para Vila Viçosa; aonde deixarão os cavalos, e os soldados mandados internar, e outras partidas que não queriam o sistema absoluto porque nesse tempo se governava Espanha.( 845 )
- § 894 -
Neste ano de 1827 concluísse a ponte das águas Enconças estrada velha para Estremoz, termo desta cidade, e dela 3 léguas de distância próxima ao monte do Gaião. Assim com a fonte( 846 ) .
- § 895 -
( 844 ) Gazeta de Lisboa nº.166 de 16 Maio 1827.
( 845 ) Hist. do Cerco do Porto. tom. pag.203, que também presenciamos.
( 846 ) Vid. Not. 161.
- § 888 -
Tal revolta deu causa ás providências Seguintes:
Secretária dos Negócios da Guerra.
Manda a Senhora Infante Regente
Manda a Senhora Infanta Regente,
Palácio da Ajuda em 4 de Março de 1827. Luis Manuel de Moura Cabral.( 842 )
Decreto de Estado dos Negócios de Guerra em 5 de Maio de 1827 - Ordem do Dia - nº.51 - V. Alteza a Senhora Infanta Regente, soube com profunda magoa o vergonhoso motim praticado em Elvas no dia 29 do mês próximo passado por alguns soldados do Regimento nº.8 de Infantaria; e 3 da artilheira (Nenhum oficial se manchou com tal infâmia); que pelo modo mais criminoso se afastarão do trilho da honra, e da fidelidade, e desobedecendo ao General Governador, pegando em armas, reunindo a plebe oferecerão por algumas horas o espectáculo vergonhoso de soldados corruptos, e subornados para desacreditarem o Exercito Português; as providências do General Caula, a sua fineza e firmeza e resolução auxiliado pela corajosa fidelidade dos Regimentos de Cavalaria nº.3 e 5, Caçadores nº.1, Infantaria nº.5, a parte do 8º., e deste destacamento de Artífices Engenheiros, castigarão, e punirão a ferro e fogo tão escandaloso atentado, ferindo e acutilando no dia 30 de manhã, os soldados e plebe amotinada. Sentindo sua Alteza esta conduta, aprova e louva, o severo modo porque foram castigados e se a generosidade, e o perdão tão animado o crime, o castigo tomara o lugar da clemência, e a Lei punira em breves dias com rigor inflexível o motim, a sedição, e rebeldia.
Sua Alteza agradece ao General Caula, encarregado do Governo da Província, e da Praça, os seus distintos serviços neste perigoso conflito, em que o referido General deu novas provas do seu valor, e fidelidade. Sua Alteza encarrega o referidos Geneal de repetir em da mesma Senhora os seus louvores aos oficiais, e oficiais superiores, e soldados do 3º. e 5º., de Cavalaria, Caçadores nº.1, Artífices Engenheiros Infantaria 5, e a parte do 8º., que fiel e subordinados obedeceu aos seus chefes, e desprezou o vil exemplo dos seus camaradas.
Sua Alteza da particulares agradecimentos aos Coronéis Graduados
Iguais agradecimentos dirige sua Alteza ao Comandante do 5º. de Infantaria, e do Esquadrão 5º. de Cavalaria, que tomarão parte no ataque contra, e ao Tenente do Real Corpo de Engenheiros, António José da Silva e Costa, pela firmeza, e denodo com que baterão, e destruirão os sediciosos no Baluarte e posições que ocupavam.
Ao Coronel José Maria das Neves, Governador Interino do Forte da Graça, manda sua Alteza repetir os merecidos elogios pela coadjuvação, que prestou ao General Caula. Sua Alteza quer, que o general Caula faça constar a todos os oficiais dos diferentes corpos, que leal e valorosamente o acompanharão em todos os perigos, como o Coronel de Milícias de Vila Viçosa, Simão de Sousa, e o Major Ajudante do mesmo corpo, e os Magistrados da Praça, as expressões de louvor, que sua Alteza lhe dirige. João Carlos de Saldanha Oliveira e Dáun. Esta conforme o original. O chefe da 1ª. Divisão Pinto.( 843 )
- § 889 -
Encheremos o vácuo que nos ofereceu estas peças oficiais com o resultado das informações particulares, que obtivemos de pessoas dignas de fé, e presenciais aos acontecimentos a que se referem. Falhou o plano ........ Sem ele, e sem chefe não se revoltam dois regimentos. Esse chefe era um cobarde ...... um homem perdido ...... como todos, que defendem também causas perdidas, e más causas. A Maioria dos regimentos de infantaria nº.8, e artilharia nº.3, chamada aos trabalhos de certos proprietários foi iludida por doutrinas destes, e promessas tais como os Constitucionais hão-de se repartir pelos que não forem. Chegou a hora de desengano, e esses miseráveis, que só deram ouvidos a intriga e embuste, foram vitimas da sua credulidade, nem um só oficial virão junto a eles para os comandar!!! Reconhecido o engano uma parte dos enganados voltou ao que era a outra por mais comprometida tratou de se fazer forte Baluarte do Cascalho, da Conceição, Largo do Trem a casa das Barcas tirando para isso algumas peças de Artilharia, e abrindo a machado a porta do paiol, e a do armazém das peças próximo a Porta da Esquina; deixando pelo chão muita pólvora espalhada com o Maior risco de uma grande explosão; contando os revoltosos com o Convento de S. Paulo para seu último ponto de defesa, e até de capitulação. Eles esperarão a coluna, que entrara a porta de S. Vicente, e começando o fogo de um e de outra parte foi ele acompanhado por 3 tiros de bomba do Forte da Graça, e caindo uma entre os revoltosos, estes fugirão logo para o Convento de S. Paulo, donde os que não ficarão prisioneiros, começarão de novo a fazer fogo de fuzil, vendo-se entre eles dois frades noviços, e um deles, que bem saliente se fazia pelo seu vermelho. As portas do Convento fechadas, obrigou ao Comandante, mais próximo o major Rogado, que nunca desembainhara a espada, disseram não lhe ser precisa para fracos, mandou assustar uma peça, e a bala deitar a porta ( em frente da Casa das Barcas ) a dentro, que se verificou ao primeiro tiro, e entrando logo o batalhão de caçadores, fez logo prisioneiro, os revoltosos, e os dois frades, que também foram vistos fazer fogo, e com outros comprometerão o Convento, sofrendo algumas selas e desafogo de tanta provocação; e sangue derramado, e algumas das vidas perdidas, enquanto ficarão impunes os principais instigadores, que sem merecimento a consideração as viam perder cada vez mais pela nova ordem de cousas com o sistema Constitucional. Assim um dia de luto acabou, e para sempre mensurável nos Anais de Elvas. Quem procurou dar outra origem a este grave acontecimento e dar-lhe por causa a falta de fardamento vencido, e de falta de pagamento de Prets, estava mal informado; e para o convencer basta, que nem um só queixume se ouviu nem sentimento; e sim os gritos sediciosos contra o sistema Constitucional; e que os Influentes eram todos de ideias Absolutistas, como já o tinham mostrado em 1828, como se jactavam, quando podiam fazer com mais impunidade, ou tolerância desses a quem perseguiam. Das devassas ficarão pronunciados, e pelos Sucessos posteriores o crime passou a virtude!
( 841 ) Gazeta de Lisboa nº.105 de 4 Maio 1827.
( 842 ) Gazeta de Lisboa nº.106 de 5 Maio 1827.
( 843 ) Gazeta de Lisboa nº.107 de 7 Maio 1827.
- § 881 -
Por morte De EL-REI D. João 6º. em 11 de Março deste ano 1826.
- § 882 -
A 31 de Julho deste ano 1826 foi solenemente jurada a Carta Constitucional da Monarquia Portuguesa, decretada e dada pelo Rei de Portugal e Algarve D. Pedro, também Imperador do Brasil aos 29 de Abril de 1826.
- § 883 -
Em Outubro deste mesmo ano 1826 se levantou a grade para se fazer a caserna que fica a entrada esquerda da Praça para a rua da Cadeia.
- § 884 -
De 26 de Novembro a 8 de Dezembro foi a pequena guarnição desta Praça obrigada ao serviço mais rigoroso, e conservou sempre melhor espírito, o que evitou não ser surpreendida pelos rebeldes prófugos de Espanha, que entrarão com o apoio em outros que ficarão, e nos Fortes, passassem pela cenas de Vila Viçosa.( 839 )
- § 885 -
1827
- § 886 -
A 29 de Abril deste ano 1827, Domingo, pelas 11 horas da manhã ao sair o regimento de infantaria nº.8 da missa
O regimento de cavalaria nº.3 levando a sua frente o seu digno Coronel Bento da França depois Visconde da Fonte Nova, não podendo opor-se a tal revolta saiu a Porta de S. Vicente.
O Governador e mais Autoridades Militares e Civis, foram abrigar-se e reunir ao Baluarte de Val de Cavaleiros, como o resto da guarnição, que ainda se conservava fiel, e a que se revoltara ao quartel de artilharia nº.3, junto ao trem, e Casa das Barcas. Do Baluarte do Val de Cavaleiros começarão a sair algumas patrulhas, comandadas por oficiais, que no resto do dia, e pela noite conseguirão trazer alguns dos amotidos a obediência.
- § 887 -
A 30 de Abril ao amanhecer entrou pela Porta de S. Vicente o Batalhão de Caçadores nº.1, que estava em Monforte, um Esquadrão de Cavalaria nº.5, que estava
O oficio, que segue refere o resto.
Il.mo e Exm.Sr. tenho a honra de participar V.Ex.a. que o sossego se acha inteiramente restabelecido nesta Praça.
No dia de hoje de manhã ataquei os rebeldes com Caçadores nº.1, cavalaria 3, um esquadrão de 5, infantaria
Infantaria 5 não se uniu aos rebeldes, antes sim se portou acima de todo o elogio.
D.S G. de V.Ex.Elvas 30 de Abril ás 9 da manhã de 1827.
Il.mo e Exm. Sr. Cândido José Xavier.
Assinado - Carlos Frederico de Caula.( 840 )
( 839 ) A 31 de Julho deste ano foi jurado solenemente em Estremoz, como em todo o reino, a Carta Constitucional da Monarquia, e de tarde sublevou-se o regimento 17 da guarnição então nessa Praça, e então á frente o Tenente Massano dirigiu a Praça Borba, e segue para Espanha, aonde fora desarmada, e internado
( 840 ) Gazeta de Lisboa nº.103 de 2 Maio 1827.
A 23 chegou a Cavalaria nº.3, mas comandada pelo seu Major Mateus Caldeira Vieira de Andrade.( 836 )
A 24 mais prisões ainda, tanto de paisanos como de militares e Eclesiásticos.
- § 878 -
A 17 de Julho chegou a esta cidade o batalhão de Caçadores nº.5; destinou-se-lhe para quartel o Seminário Episcopal; e como nesse estivesse alguns presos políticos foram removidos para o Convento de S. Domingos.
A 25 conclui-se a primeira assentada da monstruosa devassa ficando entre outros pronunciados 23 chefes de família; a devassa continuou e os presos não pronunciados para o serem, quando, e como melhor conviesse.
- § 879 -
A 22 de Junho aparecerão fixados em alguns lugares desta cidade dois incendiários pesquires contra a ordem de cousas ( Constitucionais ) que não pouparão nem as pessoas a quem mais respeito se devia. Foram elas assunto de um sumário em que ficarão pronunciados José Maria da Silveira Roque Capitão desligado do regimento nº.17, Francisco Alexandre da Fonseca Tenente do regimento de infantaria nº.5, Germano António Rodrigues Casaleiro, cirurgião mor do regimento de artilharia nº.3, e Joaquim Gonçalves do Carmo Nobre, ajudante de cirurgia do mesmo regimento.( 837 )
- § 880 -
( 836 ) A chegada destes dois esquadrões de Cavalaria ao seu quartel atraira muita gente sobre a quartina da muralha em frente assim como na varanda do convento de S.Domingos; e ao desfilar tanto de uma como de outra parte sairão algumas vivas - D.Miguel -; só se distinguia com o de morrão os Constitucionais de cavalaria nº.3, os que deu Francisco Lobo d'Almeida Capitão reformado, e tio do Major Matos Caldeira Vieira d'Andrade.
( 837 ) E afinal absolvidos por Acordo da Relação de Lisboa, de 6 de Maio 1826, Gazeta de Lisboa nº.120 de 23 do mesmo mês e ano vid. j.a melhor Colecção destes §
§ 878 -
A 17 de Julho chegou a esta cidade o batalhão de Caçadores nº.5; destinou-se-lhe para quartel o Seminário Episcopal; e como nesse estivesse alguns presos políticos foram removidos para o Convento de S. Domingos.
A 25 conclui-se a primeira assentada da monstruosa devassa ficando entre outros pronunciados 23 chefes de família; a devassa continuou e os presos não pronunciados para o serem, quando, e como melhor conviesse.
- § 879 -
A 22 de Junho aparecerão fixados em alguns lugares desta cidade dois incendiários pesquires contra a ordem de cousas ( Constitucionais ) que não pouparão nem as pessoas a quem mais respeito se devia. Foram elas assunto de um sumário em que ficarão pronunciados José Maria da Silveira Roque Capitão desligado do regimento nº.17, Francisco Alexandre da Fonseca Tenente do regimento de infantaria nº.5, Germano António Rodrigues Casaleiro, cirurgião mor do regimento de artilharia nº.3, e Joaquim Gonçalves do Carmo Nobre, ajudante de cirurgia do mesmo regimento.( 837 )
- § 880 -
( 837 ) E afinal absolvidos por Acordo da Relação de Lisboa, de 6 de Maio 1826, Gazeta de Lisboa nº.120 de 23 do mesmo mês e ano vid. j.a melhor Colecção destes §
- § 869 -
A 21 de Setembro deste ano de 1821 começou em Badajoz uma feira Pública para enviar a vinda dos Espanhóis a esta de Elvas no mesmo dia e atrair os Portugueses; o que muito concorreu para o afrouxar da concorrência dos feirantes a esta de Elvas, principalmente de Espanha; e como se isto fosse pouco havendo com eles procedimentos fiscais e arbitrários dos empregados subalternos, que desacreditando os Superiores e o País, em que se fazem, abstão e muito ao Comércio.
- § 870 -
A 24 de Agosto deste ano 1822 para solenizar o primeiro aniversário do pronunciamento feito nesse dia no Porto, e depois abraçado por toda a Nação, por voto unânime da Guarnição desta Praça de Elvas, e só a sua custa, se deu um grande jantar, em que o bom gosto e abundância rivalizou com a muita concorrência, e boa ordem: foi tudo militar, e nem um só concorrente, que o não fosse. Foi convidada para ele a Guarnição e oficialidade de Badajoz que aceitou e correspondeu ao convite. O lugar para ele foi o Jardim. As mesas estavam na rua larga, e próximas; as cozinhas no fosso, aonde esta hoje de horta, tanque até ao caramanchão. A noite para concluir os jantar tudo iluminado com grandes lampiões vindos do trem; concluindo se tanto regozijo sem um só um dissabor.
- § 871 -
A 19 de Março deste ano 1823 por 5 horas da tarde entrou um postilhão com oficiais para o Governador Tomás Guilherme Stubs que mandou logo chamar os comandantes do 3º. de Cavalaria e 8 de infantaria.
A 20 as duas e 3/4 da tarde saiu o 3º. de cavalaria, comandante pelo seu Coronel António Pinto Álvares Pereira na Força de 177 cavalos, depois de muitas vivas a que foram assistir as Autoridades, e muito Povo. O Regimento saiu em 2 esquadrões, e possuído do Maior entusiasmo.
A 21 batalhão de 8 Regimento de infantaria pelas 7 horas da manhã em direcção a Monforte. Por 4 horas da tarde chegou a esta Praça o Capitão Paulo Lopes da Mata do 2º. Regimento de Cavalaria com a notícia de que vindo de Marcha de Vila Viçosa (Quartel do seu Regimento), em direcção a esta cidade, comandando um esquadrão de 60 cavalos, á saída da Tapada um Oficial inferior, saíra a frente mandava fazer alto, e dar vivas ao Conde de Amarante e morras á Constituição; e ali se lhe reunirão mais 3 oficiais também inferiores do mesmo, regimento. Vinha outro Capitão João Pedro a quem os soldados não quiseram obedecer, e depois de algum conflito, fora o Capitão João Pedro para Vila Viçosa, o Capitão P. L. da Mata viera para Elvas dar parte; os soldados revoltosos com o Sargento Arriaga a sua frente partirão em direcção a Sto. António de Terrugem, e daí a Atalaia dos Sapateiros, Povoa das Meadas, passando o Tejo em Montalvão entrando em Espanha.
- § 872 -
O General Stubbs mandou logo sair António Maria Henriques, hoje Coronel do Regimento, de Cavalaria, hoje nº.1 de Lanceiros, nesse tempo oficial de 3º. da mesma arma, com ordens para o Coronel Comandante e em Marcha com os dois esquadrões, para tomar a vanguarda daqueles rebeldes, e impedir-lhe a passagem do Tejo.
A 22 chegou a esta cidade o autor desta revolta Diogo da Cunha, Coronel reformado de Cavalaria, vindo preso á ordem do General da Província. A 23 de manhã saiu pela porta para Lisboa o Major Barreiros. De tarde chegou um forte destacamento do regimento nº.20, que esta
A 24 foi remetido ao Governo por suspeita segundo as informações da Câmara de Vila Viçosa, Diogo da Cunha, que saiu acompanhado pelo Major Brinkc do Regimento de infantaria nº.17.
A 25 da tarde chegou um soldado ás 5 horas da tarde com um oficio do General da Beira Baixa com a notícia de que em Carcia, junto a Placência, tinham sido presos e desarmados os revoltosos da Cavalaria nº.2 ainda na força de 58 cavalos, que se dirigiam a entrar por Espanha na Província de Trás-os-Montes, e encorporar
Esta notícia causou nos habitantes desta cidade a Maior alegria; e uma subscrição expontânea se abriu logo a favor de um cabo do Regimento de Cavalaria nº.8, que tendo-se encontrado com os revoltosos do 2º., os não quis acompanhar, registo as suas sujeições e ameaças; e obedecendo ao dever de fidelidade, e Juramento as suas Bandeiras, indo logo dar parte ao General Comandante da Beira Baixa
- § 873 -
A 3 de Abril ao sol posto entrou a porta de Olivença, Cândido de Almeida Sandoval, dando um nome suposto de Francisco da Silva Fortes, e vestido á Militar; e conduzido á presença do Governador o mandou para a cadeia por falta de passaporte; e respostas encontradas, por muito suspeito; quando vinha revoltar a Guarnição ou promover a deserção dela.
A 4 entrou o Brigadeiro da Cavalaria Cary nesta Praça para o Governador Interino.
A 15 pela manhã passou um postilhão vindo de Espanha com a notícia da entrada dos Franceses.
A 25 foram as eleições da oficialidade da Guarda Nacional.
- § 874 -
No 1 de Maio publica-se em Badajoz a guerra de Espanha a França.
A 2 chega um despacho de Lisboa pelo qual volta Cary para Évora a uma comissão e Stubbs Governador para esta Praça.
- § 875 -
A 29 de manha chegou um postilhão com oficiais para o Governador, e a notícia da fuga do Infante D. Miguel para Santarém, e ordem para ser preso quando seja encontrado.
A 30 outro postilhão confirmado a fuga do Infante D. Miguel de Lisboa na madrugada de 27, acrescenta, que também depois saíra o regimento nº.23, e alguns soldados dos Regimento de Cavalaria nº.4, o Brigadeiro Sampaio, e o General Pamplona, que todas se dirigiam para a Beira Baixa, sendo o ponto da reunião Vila Franca. O Governador desta Praça O General Stubbs convocou ao seu Quartel Comandantes, e Chefes das Repartições Civis, e Eclesiásticas para lhe fazer saber tão graves acontecimentos, com lhe fazer sentir, que nunca mais precisa á união e a subordinação para fazer conservar em respeito um posto, que não podia esquecer aos revoltosos.
- § 876 -
No 1º. de Junho pela manhã foram chamados oficiais de cada graduação ao quartel do Governador. De tarde por ordem deste houve para de 4 horas a que concorreu toda a guarnição da 1ª. e 2ª. linha. O Geral orou, e a guarnição declarou-se a favor da facção do Infante D. Miguel o que se participou a Câmara. O General Stubbs demitiu-se do Governo da Praça, que passou para o Coronel do regimento de infantaria nº.17, Tiago Pedro Martins.( 834 )
- § 877 -
A 22 em principio da Maior perseguição, que neste dia começou a desenvolver contra os Constitucionais, foram presos, e remetidos para o Forte de Sta. Luzia, o Tenente Coronel da Praça Manuel Geraldo da Silva Passos, os Majores De Artilharia nº.3 - Chateaunenf, e José Victorino da Silveira, o R. do Padre António Tomás de Almeida e muitos outros.
Reunindo-se a Câmara acordou esta, e deste acordo se formou auto - declarando debaixo de juramento obedecer somente a El-rei D. João 6º., livre, e as ordens dele demandadas.
O Procurador substituto foi deposto.............
Houve parado no rocio do Calvário. E foram removidos das prisões muitos presos políticos para Campo Maior, Ouguela, e Marvão; com o duplicado afim de os expor a insultos, e a mais excessos, e dar exemplo para eles, que não tardavam em ser seguidos. A 5 por ordem do Governador do Bispado, houveram três dias de iluminação, repiques de sinos; apedrejadas muitas janelas, que se demoravam em pôr luzes.
- § 877 -
A 10 chegou Maximiano de Brito Mouzinho para guarnecer Elvas.
A 13 saiu o General Stubbs para Estremoz e chegou Portaria a Maximiano de Brito Mouzinho para Governar interinamente esta Província. A
A 18 chegou José Joaquim Champlimont para Governador da Praça; e que a perseguição requintar, abriu-se uma devassa, segundo o preceito do Alvará de 30 de Março 1818 contra as Sociedades Secretas.( 835 )
( 834 ) A imparcialidade com que escrevemos estes apontamentos, manda, que digamos a verdade. Tiago Pedro Martins se era um bom militar, era também um grande absolutista. A sua investidura no Governo desta Praça cegou-o tanto, ou á mais gente de quem se cercou, que entendeu celebra-la para a mais a perpetuar dando licença ao Povo para prender quem quisesse por três dias, como lhe ouvimos dizer, sendo consequência a mais atroz presiguição. Escentrico com poucos ou nenhuns amigos, veio finalmente a morrer de um tiro de espingarda na Vila de Serpa, aonde nascera, que lhe disparou um dos seus perseguidos.
( 835 ) Este Alvrá estava derrogoado, e fez obra por ele, porque os Juizes erão de seda, ou de pau para todas as colheres; com um servimos na Guarda Nacional de Cavalaria que depois foi o nosso Maior preseguidor. O que chegou até a ridículo por muito caricato foi a instancia do Juiz devassante para achar criminosos
- § 852 -
Neste mesmo ano de 1814 deu principio Ezequiel do Espirito Santo da Costa Teixeira e sua grande obra de Albufeira, ou Maior incremento pouco antes por ele principiada.( 821 )
- § 853 -
- § 854 -
A 29 de Fevereiro
- § 855 -
Falecendo no Rio de Janeiro deste ano
- § 856 -
A 14 de Maio
- § 857 -
A 12 de Dezembro deste ano 1816, essa Corte do Rio de Janeiro, o R. do Prebendador desta Catedral de Elvas o Sr. João Joaquim de Andrade, Secretário dos Exmº. e Re.mo Bispo da mesma Catedral, D. José de Azevedo Coutinho, e por este enviados a dita Corte para em seu nome do Cabide, e Diocese, beijar a mão a S. Mag. o Senhor D. João 6º. e expressar o justo sentimento e mágoa pelo falecimento S. Mag. a Senhora D. Maria 1ª., cumpriu esta sua missão.( 825 )
- § 858 -
A 21 de Maio de 1817
- § 859 -
A 31 de Maio.
- § 860 -
Em Vereação de 3 de Agosto deste ano 1817 se mandou por grades nos parapeitos ao lado da estrado do Arco da Praça. Também neste ano a instância do Dr. José da Câmara, mandou fazer a fonte da água férrea, junto a pego de Maria Triga, abaixo das passadeiras.
- § 861 -
A 21 de Maio de 1818
- § 862 -
Estando o regimento de Infantaria nº.14 nesta cidade, o Alferes dele, Urbano Chavier Henrique da Fonseca Monteiro, natural de Vila de Marim, filho do Major de Ordenanças, no dia 21 de Maio deste 1818, e tendo ido á Catedral para ver a Procissão Corpus Cristi, e subindo ao Coro de Órgão a fim de melhor gozar a referida solenidade, pisou casualmente o pé de uma mulher, que levantou a voz, e fez acudisse o segundo Organista, tanto ou mais imprudente, que a dita mulher; porque sem mais indagação de facto passou a insultar o Alferes por palavras, acções, mandando, que saísse para fora da Igreja; e não atendendo as respostas decentes, e moradas do Alferes, e o Organista repetiu mais Injurias e insultos, a ponto de lhe arrancar dois botões da farda com uma pancada, que lhe deu no peito, este atentado manchado a honra e procissão do Alferes, fez que desaparecesse a prudência, e respeito devido ao lugar e o obrigou a punir a agravo com uma chibatada, que levemente o feriu; e donde resultou algum sangue derramar-se. A este tempo já a Procissão girava pelas ruas desta cidade, e como a Igreja ficasse interdita, recolheu-se á de Sta. Maria.( 829 )
- § 863 -
- § 864 -
- § 865 -
O grito da Restauração levantando na cidade do Porto em 24 de Agosto deste ano 1820 só teve eco nesta cidade de Elvas depois da Chegada do Capitão da cavalaria, Prata, e com a noticia dele, e portador do convite, que para aderir o faziam ao Autoridades e Junta do Porto ás desta de Elvas. A 30 do mesmo mês estas Autoridades Eclesiásticas, Civis, Militares, Povo, na Praça Publica declaração o seu voto.( 832 )
- § 866 -
Foram depois chamados a Casa do Governador José Lobo Brandão as mesma Autoridades ali sem muita discussão, porque só ele se opunha, foi rectificado o mesmo voto.( 833 )
- § 867 -
Testemunha contemporânea destes acontecimentos, interessados no seu bom êxito por termos esposado os principais Constitucionais proclamados na cidade invicta, não nos contentaremos só em referirmos a Gazeta de Lisboa, diremos o que vimos, e o que foi visto por pessoas de todo o credito. O Capitão Prata da Cavalaria nº. , chegou a esta cidade pelas 10 horas da manhã do dia 28 de Agosto (1829), sendo portador de ofícios e proclamações da Junta do Porto, chegando ao Quartel do Governador João Lobo Brandão que então era nas casas hoje do Sr. Joaquim Felizardo da Cunha Osório, próximas ao largo da Igreja de Sta. Maria de Alcáçova, foi recebido pelo Capitão Berreiros, que o introduziu á presença do mesmo Governador, que inteirado de tudo se tornou como possesso, e furioso levantando até de uma cadeira para bater com ela no Capitão Prata, que se mofou disso, e o Capitão Barreiros fechou a porta ao furioso! Espalharam-se logo cartas, e proclamações, vindas do porto; e tanto o povo, como a tropa começou a dar evidentes demonstrações de adesão para que eram convidados, exacerbando os mais o procedimento do Governador em mandar prender o Capitão Prata, que não fora mais, que um executor das ordens dos seus superiores. No dia seguinte houve reunião em casa do Governador de algumas Autoridades, e acordou-se, que fosse seguido exemplo, que dessa a capital. A
Era Coronel do Regimento nº.3 de cavalaria João da Silveira da Lacerda, e Capitães - Barreto Frio - Fonseca - Raivoso, que pelas armas e letras tanto se distinguirão depois, como o Capitão Abreu pela perseguição, que sofrerão 1828, e por que forram morrer nos dos a seus degredos a África. Este regimento e a Maioria de
- § 868 -
Decidida também Lisboa, e todo o reino, e formado na capital o Governo, mandou este proceder aos trabalhos preparativos e aos que depois se seguirão para as eleições de Deputados, e a que tudo se deu fiel cumprimento nesta cidade.
( 821 ) Not. nº.133 pag.93.
( 825 ) Gazeta de Lisboa de 1817 nº.78 de 1 d'Abril.
( 829 ) Diar. de Cortes nº.106 Sessão 18 de Junho 1821 pag.1257. O Alferes foi pronunciado, e respondeu a Conselho de Guerra...
( 832 ) Gazeta de Lisboa 1820 nº.209 de 2 de Setembro.
( 833 ) Gazeta de Lisboa cit. nº.212 de 5 de Setembro.
- § 843 -
A 11 de Março deste ano 1812 Lord Wellington regressou a esta Praça; e em consequência das suas ordens coempção a sair dela tudo o prenso para novo cerco de Badajoz, que investiu no dia 16.
A 19 Saiu de Badajoz o seu Governador o General Philippon, e conseguiu chegar ás obras avançadas. A 26 Lord Wellington tomou o Forte Lapuçorina.
- § 844 -
A 31 de Março começamos o nosso fogo com 36 peças de artilharia, de paradela, para bater em brecha o ângulo Sudoeste, á frente do baluarte do forte chamada Santa Maria, ser vindo de defesa á frente do inimigo. O nosso fogo continuou sempre com melhor resultado.( 812 )
- § 845 -
No 1 de Abril sairão desta Praça mais 10 peças de bater contra o forte de S. Cristóvão; o fogo contra a Praça de Badajoz era horroroso ( 813 ) ; e de dia e noite se via desta cidade de Elvas.
- § 846 -
A 6 de Abril, julgados praticáveis as brechas deu-se o assalto ás 10 da noite, e recolhendo-se em retirado para o Castelo, rendeu-se prisioneira a guarnição da Praça de Badajoz, depois de uma honrosa resistência ( 814 ) ; concorrendo para a não menos honrosos ataques, e sítio dela e tomada esta Praça de Elvas, e dos seus habitantes, não só com o seu sangue mas com o seu trabalho, generosos, transportes.( 815 )
- § 847 -
A 7 pela 4 da tarde entrou nesta cidade o General Francês Philippon prisioneiro, e seu Estado Maior; 117 oficiais; e 2938 soldados, também feitos prisioneiros na véspera em Badajoz, deixando um grande número de feridos; e no dia 8 sairão caminho de Lisboa.( 816 )
- § 848 -
A 13 ou 14 entrarão em Elvas, vindos de Badajoz Lord Wellington, Marquês de Torres Vedras, comandante em chefe do exercito aliado, e o Marechal Beresford, Conde de Trancoso, comandante do exercito Português, e foram recebidos com salvas de artilharia, repiques de sino, arcos de triunfo, e muitas outras demonstrações de alegria.( 817 )
- § 849 -
Neste mesmo ano continuou a obra da fonte a Porta de S. Vicente, que teve afinal o resultado de que já damos notícia.( 818 )
- § 850 -
Era Governador desta Praça o Tenente General António Marcelino da Vitória, e tanto em obséquio a este, como ao merecimento do seu filho o Tenente Coronel Cândido Basilio da Vitoria, morto na batalha, que acabava de ter lugar em Pamplona, se fizeram grandes exéquias públicas, a que assistirão - o Bispo, todas as Autoridades, Comunidades Seculares, e regulares, oficialidade, Nobreza, e Povo; recitando uma oração análoga o R. do Padre António Bernardo de Campos e cónego da mesma Igreja.( 819 )
- § 851 -
A 24 de Julho teve lugar uma solene, e pomposa festividade em honra e louvor de Sto. António, na Sé, pelos mercadores desta cidade. Cantou a missa o Deão Vigário Capitular, assistiu o Governador António Marcelino da Vitória, e Guarnição das nossas armas, e pela paz geral.( 820 )
- §
A 18 de Agosto deste mesmo ano 1814, regressou a esta Praça o regimento de infantaria nº.17 de volta de França, aonde fora, fazendo parte do exercito -Anglo-Luso-Hispano-. Este regimento em oficialidade, e mais Praças tinha um grande número de Elvenses, como o 2º. regimento de sua guarnição; e por isso mais um motivo para ser recebido, como foi no Maior triunfo.
( 812 ) L'Ambigú ou Varirites Literaire et Politiques Imp. em Londres nº.327. Em 30 d'Abril 1812. Aonde vem este extracto de um Despacho do Conde Wellington datado em Frente de Badajoz.
( 813 ) Gazeta de Lisboa nº.79 - 1812.
( 814 ) Almanaque Militar cit. a 7 d'Abril assalto e tomada da Praça de Badajoz em 1812 pag.38 Precis Hist. cit. C.Geraldes vol.1 pag.139. No mesmo Ambigú vem outro Despacho de 7 d'Abril de Lord Wellington com a participação do assalto a Praça de Badajoz na noite anterior de 6 com o plano, e mais detalhes dele.
( 815 ) As particularidades da tomada de Badajoz, e da sua capitulação podem ver-se na Gazeta de Lisboa de 1812 nº.78, 86, 93. Entretanto daremos aqui as que deparamos no Ambigú, que temos, e pela variedade da obra, e por serem extraidas dos Despachos Oficiais do Lord, Wellington e Beresford, mereceu escrever-se. Fizemos 3000 prisioneiros. O General Vitória Governador d'Elvas, e as tropas as suas ordens, fizerão todos os esforços, e tudo o que deles defendia para contribuir para o nosso fim. Total dos mortos Portugueses Ingleses 1035 feridos 3787, dispersos 63, objectos de guerra encontrados
Com referência o Jornais Cadix e de Lisboa, diz mais o Ambigú: os Portugueses conduzirão-se no cerco, e no ataque e com igual audacia e bravura á dos Ingleses.
Isto confirma o Conde de Trancoso (Beresford)
Ibi: Elvas 8 de Abril ás 4 da tarde e um quarto: Ontem depois do meio-dia, chegarão aqui 117 Oficiais e 2938 soldados feitos prisioneiros
Depois todos os cuidados forão para recuperar Badajoz e estabelecer, e em Elvas, depositos de ......... para a grande guerra, que passava a operar na Peninsula tudo se conseguiu.
A 11 de Julho 1812 forão engrossar o exercito do General Inglês Hill, 4 Regimentos Portugueses, saidos de Badajoz, a saber nº.5 - 17º. 22 de Linha e 11 de caçadores. Que todos tinhão antes saido d'Elvas, aonde erro o Quartel dos prisioneiros dois, para sitio de Badajoz, onde ficarão fazendo a guarnição da tomada até que sairão. Ambigú cit.
( 816 ) Gazeta de Lisboa 1812 nº.79 e 83, e 87.
( 817 ) Gazeta de Lisboa cit. nº.90.
( 818 ) Not.144.
( 819 ) Gazeta de Lisboa cit. nº.240 de 13 de Outubro 1813.
( 820 ) Gazeta de Lisboa nº.182 de 4 d'Agosto de 1814.
- § 837 -
A 7 de Maio deste mesmo ano de 1811 pelas 11 da noite saiu desta Praça o Regimento nº.17, (composto pela Maior parte de Elvenses) ( 799 ) ; e dois esquadrões do Regimento nº.3, de Cavalaria Portuguesa; 3 peças, um obus, com mais artilharia grossa, em direcção a Badajoz.( 800 )
- § 838 -
A 16 chega a esta cidade e para Lisboa se comunica logo pelo telegrafo a notícia da Batalha de Albueira por 5 horas da tarde; tendo começado as de manhã e terminado a uma hora dessa tarde.
A 19 chega Lord Wellington por 3 horas da tarde a esta cidade, o que foi anunciado pelo telegrafo para Lisboa.( 801 )
A 22 estabelece o Lord Wellington o seu Quartel General nesta Praça de Elvas; e continua em 24 ( 802 ) .
- § 839 -
No 1 de Junho continua o cerco Badajoz pelo exercito aliado em tudo socorrido desta cidade e Praça de Elvas.
A 3 abriu-se a Brecha.
A 6 foi Lord Wellington estabelecer o seu Quartel General na Quinta e Monte de Gramicha.( 803 )
Por estes dias devia ter entrado nesta cidade, vindo Ceclavim (na Estremadura Espanhola), 2 batalhões e um esquadrão de cavalaria de Leal Legião Estremenha, que formava, e comandava o Coronel D. João Doucie.( 804 )
- § 840 -
Em 9 deste mês de Junho malogrado o Segundo assalto ao Forte de S. Cristóvão( 805 ) ; como outras muitas diligências para a tomada de Badajoz para onde se dirigiam grande forças inimigas, foi em consequência levantado o sitio no dia 12, regressando para esta Praça, quando dela tinha saído para ele.( 806 )
- § 841 -
A 21 deste mesmo mês de Junho o Marechal Beresford passa com o seu Quartel General por Aldeia Sta. Luzia.( 807 )
A 22 continuava o exército aliado prostrado na margem direita do Guadiana, e dos Franceses na esquerda, e vindo fazer um reconhecimento travasse uma escaramuça de que resultou deixar alguns mortos, e prisioneiros.( 808 )
A 27 o Quartel General do Marechal comandante em chefe do exercito General fica na quinta de S. João, aonde permaneceu até 23 de Julho, que passou para Portalegre( 809 ) ; e o do Marechal Bereford continua em Aldeia de Sta. Eulália( 810 ) ; aonde esteve até 18 de Julho.( 811 )
- § 842 -
Era Governador Francisco de Paula Leite, depois Visconde de Veiros, e pelo acerto de suas providências conteve sempre esta Praça com respeito do exercito inimigo. Foi ele que a mandou demolir todos os edifícios exteriores da Praça, que poderiam obstar a sua defesa, dando o exemplo de começar pelo seu lagar no rocio da Fonte Nova, junto a estrada da Horta do Lemos; e depois as casas nobres desta; palácio da Quinta do Bispo; bairro de Sta. Rita, Ermida; e a do Calvário: fabrico de pelames, aonde hoje é o touril; lagar e casas até ao ribeiro do Ceuto. Em quanto se fazia alguns terrenos, fazendo os Fortins junto aos Arcos atravessado; o do alto do Outeiro de S. Pedro, e outros além do Forte de Sta. Luzia.
( 799 ) Este Regimento foi dos primeiros, que assaltou a Praça de Badajoz, levando á sua frente o seu Major o Inglês Meguiche, e o primeiro, que foi morte. Era Coronel F...........Rebocho, que po cobarde foi demetido. Este Regimento por sua boa conduta foi elogiado em Ordem do Dia do Exercito.
( 800 ) Gazeta de Lisboa nº.112.
( 801 ) Gazeta de Lisboa nº.119.
( 802 ) Gazeta de Lisboa nº.126.
( 803 ) Gazeta de Lisboa nº.137.
( 804 ) Gazeta de Lisboa nº.148.
( 805 ) Almanaque Militar cit. pag.61.
( 806 ) Não obstante as tropas do exercito aliado ficarão nos mesmos acampamentos, Gazeta de Lisboa nº.143; e o Quartel General do Lord Wellington na quinta de Gramicha; e o de Beresford nesta cidade .
( 807 ) Gazeta de Lisboa nº.153.
( 808 ) Gazeta de Lisboa nº.149. Brancam na sua obra cit. Guerra de Espanha e Portugal diz:
A 22 de Junho dois corpos considerados de cavalaria Francesa avançarão para Elvas, e CampoMaior. Não era mais que um reconhecimento. Um piquete de 3 oficiais e 60 Dragões recém chegados de Inglaterra, que lhe parecerão Portugueses, forão feitos Prisioneiros. Vol.2 pag.2. Este piquete estava no Monte da Comenda proximo ao Porto do
Caia; e a margem direita deste rio.
Se o estado de sítio se levantou no dia 12 não deixaremos sem reparo, o que se lê no Almanaque Militar cit. - Maio 19 - sítio de Badajoz até 17 de Junho, em 1811 pag.54.
( 809 ) Gazeta de Lisboa nº.189.
( 810 ) Gazeta de Lisboa nº.154.
( 811 ) Gazeta de Lisboa nº.175. Não concluiremos a série deste acontecimentos dentre deste Conselho, e a vista dele, ou com eles ligados, sem dar a noticia deles como as achamos em resumo por um historiador Francês - Olivença foi tomada á vista do General Espanhol Mendizabal, que tinha vindo com 18000 homens para a defender. Os Franceses fizerão 3000 prisioneiros.
Esat Praça era precisa aos Franceses, com ela estabelecerão a comunicação do exercito com Sevilha. O General Espanhol retirou-se para badajoz na intenção de cobrir esta Praça. A 19 de Fevereiro o Duque de Dalmacia foi ataca-lo.
A 11 de Março depois de um cerco honroso, a guarnição de Badajoz composta de 9000 homens se entregou prisioneira de guerra. Acharão-se dentro 177 peças de bater, 80000 arrobas de pólvora, e 2 equipagens de pontes em muito bom estado.
A 15 d'Abril os Ingleses retomarão Olivença que estava defendida somente por 1500 homens. A 21 os dias Generais Ingleses Wellington e Beresford se juntarão e forão reconhecer Badajoz. As tropas encarregadas da defesa comandadas pelo General Francês Philippon, Governador da Praça, forão esperar os Ingleses, e os atacarão, e muito sofrerão.
A 3 de Maio abriu-se o intrincheiramento, que foi destruido a 10. Isto, e a noticia, que teve Beresford, que o Duque de dalmacia vinha em socorro, de Philippon, o obrigou a levantar o cerco; e tomar posição em Albueira aonde se lhe juntou a 15 o Feneral Espanhol Blak. A 16 do mesmo mês de Maio, o Marechal Soult chegando perto d'Albueira, atacou o inimigo. (a)
A 18 e Junho, o exercito do Meio Dia fez a sua junção com o exercito de Portugal, comandado pelo Duque de Ragusa. Wellington se retirou, e tomou posição sobre Caia; e nas imediações d'Arrouches. A 22 os Generais Franceses fizerão fortes reconhecimentos sobre Elvas, e CampoMaior e fim de penetrarem os movimentos do inimigo.
Precis Historique de 1ª Guerra d'Espagne et de Portugal.
(a) Nesta acção um soldado Português livrou de morte ao General Beresford, que um Lanceiro Francês lhe daria por certo. O sangue Português rojou com abundância aqueles campos por pericia do mesmo General, que a não ser a junção do seu camarado Lord Wellington, ficaria com um bom exercito victima da ignorância ou valentia imprudente de Beresford.


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